Detecção Precoce
As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são
o exame clínico da mama e a mamografia.
O Exame Clínico das Mamas (ECM)
Quando realizado por um médico ou enfermeira treinados, pode
detectar tumor de até 1 (um) centímetro, se superficial. O Exame
Clínico das Mamas deve ser realizado conforme as recomendações
técnicas do Consenso para Controle do Câncer de Mama.
A sensibilidade do ECM varia de 57% a 83% em mulheres com idade
entre 50 e 59 anos, e em torno de 71% nas que estão entre 40 e 49
anos. A especificidade varia de 88% a 96% em mulheres com idade
entre 50 e 59 e entre 71% a 84% nas que estão entre 40 e 49 anos.
A Mamografia
A mamografia é a radiografia da mama que permite a detecção precoce
do câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito
pequenas (de milímetros).
É realizada em um aparelho de raio X apropriado, chamado mamógrafo.
Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e,
portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado
é discreto e suportável.
Estudos sobre a efetividade da mamografia sempre utilizam o exame
clínico como exame adicional, o que torna difícil distinguir a
sensibilidade do método como estratégia isolada de rastreamento.
A sensibilidade varia de 46% a 88% e depende de fatores tais como:
tamanho e localização da lesão, densidade do tecido mamário
(mulheres mais jovens apresentam mamas mais densas), qualidade dos
recursos técnicos e habilidade de interpretação do radiologista. A
especificidade varia entre 82%, e 99% e é igualmente dependente da
qualidade do exame.
Os resultados de ensaios clínicos randomizados que comparam a
mortalidade em mulheres convidadas para rastreamento mamográfico com
mulheres não submetidas a nenhuma intervenção são favoráveis ao uso
da mamografia como método de detecção precoce capaz de reduzir a
mortalidade por câncer de mama. As conclusões de estudos de
meta-análise demonstram que os benefícios do uso da mamografia se
referem, principalmente, a cerca de 30% de diminuição da mortalidade
em mulheres acima dos 50 anos, depois de sete a nove anos de
implementação de ações organizadas de rastreamento.
O Auto-Exame das Mamas
O INCA não estimula o auto-exame das mamas como estratégia isolada
de detecção precoce do câncer de mama. A recomendação é que o exame
das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para
a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo.
As evidências científicas sugerem que o auto-exame das mamas não é
eficiente para o rastreamento e não contribui para a redução da
mortalidade por câncer de mama. Além disso, o auto-exame das mamas
traz consigo conseqüências negativas, como aumento do número de
biópsias de lesões benignas, falsa sensação de segurança nos exames
falsamente negativos e impacto psicológico negativo nos exames
falsamente positivos.
Portanto, o exame das mamas realizado pela própria mulher não
substitui o exame físico realizado por profissional de saúde (médico
ou enfermeiro) qualificado para essa atividade.
As Recomendações do Instituto Nacional de
Câncer
Em Novembro de 2003, foi realizada a "Oficina de Trabalho para
Elaboração de Recomendações ao Programa Nacional de Controle do
Câncer de Mama", organizada pelo Ministério da Saúde, através do
Instituto Nacional de Câncer e da Área Técnica da Saúde da Mulher,
com o apoios das Sociedades Científicas afins e participação de
gestores estaduais, ONG's e OG's.
A partir dessa Oficina foi desenvolvido um Documento de Consenso
para Controle do Câncer de Mama, publicado em 2004, que contém as
principais recomendações técnicas referentes à detecção precoce, ao
tratamento e aos cuidados paliativos em câncer de mama, no Brasil.
Confira as novas recomendações em Publicações.
Fatores de risco para o câncer de mama
O câncer de mama, como muitos dos cânceres, tem fatores de risco
conhecidos. Alguns destes fatores são modificáveis, ou seja, pode-se
alterar a exposição que uma pessoa tem a este determinado fator,
diminuindo a sua chance de desenvolver este câncer.
Existem também os fatores de proteção. Estes são fatores que, se a
pessoa está exposta, a sua chance de desenvolver este câncer é
menor.
Os fatores conhecidos de risco e proteção do câncer de mama são os
seguintes: