Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o câncer de mama é o câncer que mais mata mulheres no mundo. Nos países industrializados, uma em cada oito mulheres será atingida pela doença em algum momento da vida.

No Brasil, a realidade ainda é mais grave, de acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de mama é, depois das doenças cardiovasculares, a enfermidade que mais leva as mulheres a óbito. O câncer de mama é o segundo tipo de neoplasia maligna mais freqüente no mundo e a mais comum entre as mulheres. A cada ano, cerca de 22% dos casos novos de câncer em mulheres são de mama.

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) estima que aproximadamente 12 mil mulheres morrem por ano no Brasil devido ao câncer de mama. A cada 36 minutos, uma brasileira morre da doença. Para se ter uma idéia da extensão do problema, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, em 2008, 49.400 novos casos são esperados para o Brasil, com um risco de 51 casos a cada 100 mil mulheres.

Diante do quadro, é importante destacar que, a despeito do que é fortemente enfatizado pela publicidade, apenas de 5% a 10% dos casos de câncer de mama no mundo estão diretamente ligados aos fatores hereditários - que predispõem diretamente para o câncer de mama, o que é o caso das mutações herdadas, isto é, dos danos ou defeitos herdados no DNA da célula (a exemplo dos genes BRCA). Os demais fatores de risco, tirante a idade avançada, são todos hormonais e de NATUREZA AMBIENTAL.

O mais assustador é sabermos, através da ciência, que os fatores de risco de natureza ambiental, além de agirem danificando o material genético de células mamárias sadias e com isso levando ao câncer, agravam os danos celulares já existentes nos casos das pessoas que possuem fator de risco hereditário para câncer de mama. Essa influência ambiental ainda agrava os fatores de risco hormonais, afetando diretamente o funcionamento hormonal e contribuindo destarte para o surgimento ou aceleração da doença.