
A presidente Dilma Rousseff esteve na última quarta-feira (20) na cerimônia de abertura da Rio+20. A fala da líder brasileira veio seguida do pronunciamento do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.
Entre os pontos levantados, a presidente destacou que a construção de estados sustentáveis com responsabilidades comuns, porém diferenciados, firmada na Eco 92, vem sendo recusada na prática. Neste ponto, o exemplo mais recente é a proposta de criar um fundo específico para o desenvolvimento sustentável, que foi rejeitada pelos países ricos sob alegação de que o momento econômico atual é desfavorável.
A respeito disso, Dilma falou sobre o período instável pelo qual passam diversos países e ressaltou a importância dos países em desenvolvimento que passaram a representar modelos econômicos significativos. Afirmou que a população vive “um mundo de incertezas na economia global” e que, apesar da posição favorável dos países emergentes, o desenvolvimento sustentável depende das potências mundiais para se fortalecer.
Dilma ainda ressaltou avanços na área ambiental, como a queda no desmatamento da Amazônia, no aumento de empregos e redução do número de pessoas na linha da pobreza. Na área energética, afirmou que “45% de toda energia que consumimos é limpa”.
Durante o discurso, ela destacou a importância nacional dos setores agrícolas para o resto do mundo e atribui às novas tecnologias a melhoria nesta área. “Sabemos que o desenvolvimento sustentável é a melhor resposta”.
A presidente ressaltou alguns temas abordados no documento, entre eles, a igualdade racial, o fortalecimento do programa das Nações Unidas e a ampliação da participação da sociedade civil nas decisões.
Em seguida, discursou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que também elogiou o documento e, com otimismo, citou a música “águas de março” comparando-a com o que significa a Conferência para ele. “Assim como Março, a Rio+20 não é o fim, mas o começo de um futuro melhor para as novas gerações”.

