ABRAMPA, Sábado, 18 de Maio de 2013


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Quinta-feira dia 21/06/2012
Fonte: Ciclovivo
Rio+20: Dilma afirma que muitas conquistas da Eco92 não saíram do papel


 


A presidenta Dilma Rousseff e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, participam da primeira reunião plenária da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio 20



 



A presidente Dilma Rousseff esteve na última quarta-feira (20) na cerimônia de abertura da Rio+20. A fala da líder brasileira veio seguida do pronunciamento do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.


Após agradecer os líderes e representantes de diversos países presentes na Conferência, Dilma continuou seu discurso afirmando que este é o “momento de firmar compromissos” com inclusão social e proteção ambiental. Ao lembrar que a responsabilidade é de todos, resumiu em três palavras o desenvolvimento sustentável: crescer, incluir e proteger.


A presidente lembrou da Eco92, Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, ao falar dos princípios sustentáveis estabelecidos na época e que nortearam os compromissos a respeito da sustentabilidade nos anos seguintes. Ainda assim, admitiu que na prática o resultado não foi tão eficaz. “O Brasil reconhece que há várias conquistas que ainda não saíram do papel”.


Entre os pontos levantados, a presidente destacou que a construção de estados sustentáveis com responsabilidades comuns, porém diferenciados, firmada na Eco 92, vem sendo recusada na prática. Neste ponto, o exemplo mais recente é a proposta de criar um fundo específico para o desenvolvimento sustentável, que foi rejeitada pelos países ricos sob alegação de que o momento econômico atual é desfavorável.


A respeito disso, Dilma falou sobre o período instável pelo qual passam diversos países e ressaltou a importância dos países em desenvolvimento que passaram a representar modelos econômicos significativos. Afirmou que a população vive “um mundo de incertezas na economia global” e que, apesar da posição favorável dos países emergentes, o desenvolvimento sustentável depende das potências mundiais para se fortalecer.


Dilma ainda ressaltou avanços na área ambiental, como a queda no desmatamento da Amazônia, no aumento de empregos e redução do número de pessoas na linha da pobreza. Na área energética, afirmou que “45% de toda energia que consumimos é limpa”.


Durante o discurso, ela destacou a importância nacional dos setores agrícolas para o resto do mundo e atribui às novas tecnologias a melhoria nesta área. “Sabemos que o desenvolvimento sustentável é a melhor resposta”.


Exemplificou, com diversos e seguidos exemplos, as soluções e o modelo que o Brasil tem desenvolvido nos últimos anos, que ajudaram nos avanços conquistados pelo país. A respeito do documento final da Rio+20, Dilma mostrou-se totalmente confiante. “Temos que ser ambiciosos. O texto aprovado é o resultado dos acordos e representa uma decisão de não retroceder”.


A presidente ressaltou alguns temas abordados no documento, entre eles, a igualdade racial, o fortalecimento do programa das Nações Unidas e a ampliação da participação da sociedade civil nas decisões.


Em seguida, discursou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que também elogiou o documento e, com otimismo, citou a música “águas de março” comparando-a com o que significa a Conferência para ele. “Assim como Março, a Rio+20 não é o fim, mas o começo de um futuro melhor para as novas gerações”.





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